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Colunas
30/04/2010 Coisas que eu não entendo País com pagão aéreo; com apagão de gás; com apagão de luz até agora inexplicado; País que nega remédios a enfermos, exigindo a intervenção da justiça, incluindo-se nessa negativa vacinas para jovens e idosos; Um país cujos pacientes à cirurgias morrem em filas de espera, assim como em filas de consultas e de necessidade de exames e nas filas de tratamento continuado; País cuja área de saúde transforma-se em verdadeiro caos, com hospitais lotados e impedidos de atender a quem precisa; País com vergonhoso apagão na educação; Com pior apagão ainda na segurança; País cujas autoridades não revelam competência nem mesmo para administrar presídios; País com apagão nos salários de professores, policiais, operários, do povo em geral; País cujo governo compra votos valendo-se da situação de miséria de seu povo, oferecendo 90 reais mensais por cada voto apelidado de “bolsa-família”; País cujo governo compra deputados e senadores, batizando a operação de corrupção como “mensalão”; País no qual até presidente de seu senado é corrupto; País que tem chefe de sua Casa Civil cassado por comandar esquema de corrupção; País com seus setores políticos infestados de ladrões, com denunciados de seu parlamento estando no Supremo para serem julgados; País cujo presidente revela como sua maior atividade as viagens internacionais e, criminosamente perdoa dívidas de devedores, como se o dinheiro lhe pertencesse e não ao povo; País do incontrolável tráfico de drogas; País da podridão política que faz com que seus chamados “partidos” se transformem em objetos de compra e venda – que chamam de alianças – operações essas estabelecidas por “várias moedas”, sendo as mais cobiçadas as que se vinculam a cargos de mando em setores cujos orçamentos são atraentes; País que permite gastos astronômicos tanto ao presidente como à sua mulher, através do que chamam de cartão corporativo e que não permite que se ouse sequer exigir prestação de contas ou revelação dessas mesmas contas. País cujo presidente declara apoio a bandidos internacionais e debocha da lei e da ordem quando esses instrumentos o alcançam através de punições, como multas, por exemplo, por se desviar da lei. Bem, mas afinal o que eu não entendo e que serviu de título desse despretensioso artigo? O que não entendo é como um governo desses ainda se alimenta no direito de lançar candidata à sua continuidade? Se tudo o que está descrito acima – e tem muito mais – são fatos irrefutáveis e revelados, como pode uma “tropa dessa imoral invergadura” estar livre de ações de cassações, de punições outras e, em alguns casos até mesmo de cadeia ? Bem, é essa a razão do título: “Coisas que eu não entendo”.
GRIFE
<> Certamente deve ser por isso que nem o setor de segurança do Estado e nem o Ministério Público se sensibilizaram em investigar, buscar, perseguir, identificar e colocar atrás das grades os assassinos do MST, daquela menina de seis anos que teve o crânio esmigalhado pela coronha de uma carabina. Os brutais assassinos são da esquerda. Da abominável extrema esquerda. E já lá se vão dois anos. E a imprensa que elegeu os Nardonis como criminosos do século? Também calada.
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O Apresentador
Paulo Martins é jornalista, nascido na cidade de Rio Grande - Rio Grande do Sul. Naquele Estado trabalhou em vários órgãos de comunicação, destacando-se a Radio Farroupilha de Porto Alegre...
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