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Colunas
03/08/2010 Perdão João Paulo IINesse clima que volta a envolver a sociedade mundial, que vem a ser o celibato sacerdotal imposto pela Igreja Católica (o grande vilão provocador da pedofilia embora alguns descredenciados queiram tapar o sol com a peneira e negar) lembramo-nos da grande traição sofrida pelo saudoso Karol Wojtyla, traição que lhe foi perpetrada pelo próprio dogma obsoleto, primitivo, anacrônico da Corte religiosa que lhe coube liderar. O sempre lembrado Papa João Paulo Segundo, por honrar os princípios do catolicismo – elaborados por homens e não por Deus - deixou de exercer o sentimento que o próprio Deus mais prega – espiritualmente – entre seus crentes que é o amor, não o amor da fé, não o amor protocolar da religião, não esse amor, digamos, estrutural, mas o amor genuíno, o amor paixão, o amor da efetiva essência que inspira a humanidade a se multiplicar: Cresçam e multipliquem-se! Esse amor indicado por Deus negaram a um dos mais respeitáveis dos homens contemporâneos, negaram a Karol Wojtyla, o Papa de Deus, que Deus veio buscar quando entendeu ter chegado sua hora. Poucos sabem, mas Karol – o Lolek, como era chamado pela mulher que também o amou – ao optar pelo sacerdócio, se viu obrigado a afastar-se de Halina Kwiatkowska. Nem todos conhecem a história de ambos, por isso a lembramos na volta dessa discussão sobre o celibato e também nem todos conhecem a força massacrante da separação, aquela da saudade indomável, da lembrança tirana, do desejo delirante, da necessidade de aplacar estímulos gerados por Deus. Um bispo africano do século quatro – Agostinho - ainda é cultivado em sua paranóia da época e, a um homem de bem, como Karol Wojtila, foram negados os direitos de amar – como amou – a uma mulher. A mulher, obra de Deus, símbolo de mãe, de esposa, de rainha do lar – uma mulher, repito, também concepção de Deus para companheira de sua obra masculina, na igreja católica é jogada a caráter secundário. Deus fez a mulher para o homem, a igreja católica a nega, certamente em razão do orgasmo que, já afirmaram credenciadas mentalidades, ser o grande momento do encontro entre Deus, o homem e a mulher. Certamente, como entendia o bispo do século quatro, o contacto com Deus é preciso ser exclusividade da igreja, jamais através do prazer, embora o prazer seja uma das principais criações do Criador. Pobre Papa João Paulo. Quantos exemplos, quanto amor, quantas atitudes, quantos procedimentos em favor da humanidade e, todavia, um dogma tolo, diria até estúpido, o afastou da maior criação de Deus que é o amor entre um homem e uma mulher, ou seja, o caminho à multiplicação de sua própria obra. Há feras que erram o salto. Essa, do século quatro, não tem errado, ao contrário, tem feito vítimas...Uma das últimas foi o santo Papa Karol Wojtyla – João Paulo Segundo - hoje junto de Deus e quem sabe lá junto ao grande amor de sua vida, o que a sua própria crença lhe negou ao longo de sua existência. Halina Kwiatkowska, por ironia, casou com outro e teve uma filha, Mônica, a quem ela sonhara fosse produto de seu amor com Karol. Perdão, santo Padre, pela traição contra seu direito de amar, de parte de seus próprios súditos. E quem sabe essa sua história, nessa volta do debate sobre o tema, possa colaborar para obliterar esse escárnio chamado de celibato sacerdotal.
GRIFE
Na quarta feira, jogaram Inter e São Paulo no Beira Rio. No dia seguinte, Silva vai lá para lançar o plano da Copa em Porto Alegre. Por que não foi na noite anterior, quando a casa estava cheia? Elementar. Seria vaiado e todo o falso esquema de “popularidade” jogado no Guaíba.
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O Apresentador
Paulo Martins é jornalista, nascido na cidade de Rio Grande - Rio Grande do Sul. Naquele Estado trabalhou em vários órgãos de comunicação, destacando-se a Radio Farroupilha de Porto Alegre...
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