
20/01/2010
Matéria extraída do blog: osteopatia-aartedotoque.blogspot.com e que serviu de base para entrevista com Dr. Vinicius Busato Sonda – osteopata, no dia 11.01.10.
Tratamento Osteopático nas Cefaleias Tensionais e Enxaquecas
A maioria dos Osteopatas já teve de tratar pacientes cujas maiores queixas são as Cefaleias e uma vez que se determine ser seguro tratá-los, existem várias opções e abordagens no plano terapêutico Osteopático.
A abordagem Osteopática concentra-se no TMO (Tratamento Manipulativo Osteopático), mas não só. Os conselhos sobre nutrição, prescrição de exercícios terapêuticos, avaliação e educação da postura, assim como envolver o paciente no seu processo de cura, fazendo-o entender bem as causas e fisiologia da Cefaleia é, ou deve ser, o procedimento do Osteopata, de resto como em todas as consultas.
Importa também referir que o TMO, não são só as manipulações de grau 5 (HVLA, LVHA). O TMO engloba uma série de técnicas, orientadas a diferentes tecidos e/ou com diferentes objetivos. O que decide a (s) técnica (s) usada (s) são os dados recolhidos no exame.
Nas Enxaquecas o TMO é especialmente útil entre os surtos, uma vez que o paciente está mais tolerante ao tratamento manipulativo (direto, indireto, miofascial, etc). Na fase aguda da Enxaqueca, um tratamento vigoroso, pode aumentar o fluxo de sangue a uma já inflamada região vascular, o que explica a exacerbação clínica que pode acontecer após tratamento. As técnicas indiretas suaves e a drenagem linfática e venosa são mais indicadas para a fase aguda. Como há um envolvimento do SN Autónomo, o Osteopata atua a técnica na região do SN Simpático da cervical baixa, toráxica alta, costelas e tecidos miofasciais relacionados.
No tratamento das Cefaleias Tensionais, o primeiro passo é o de identificar e eliminar as potenciais fontes que despertam os sintomas, como os dentes, maxilar (ATM), os seios perinasais, ossos cranianos e cervicais, os ligamentos e os elementos miofasciais associados. Contudo, todo o resto do corpo é examinado à procura de relações anatômicas que possam influenciar este quadro. Na ação terapêutica, a disfunção somática é constantemente identificada e tratada com TMO. Disfunções vertebrais, miofasciais, crânio-sacrais, locais e regionais, são comumente encontradas.
Um ensaio clínico randomizado e controlado por placebo (Bove G, Nilson, 1998, JAMA, 280: 1576-1579), que investigava a eficácia das manipulações quiropráticas nas cefaleias tensionais, concluiu que a manipulação vertebral não tem um efeito positivo neste tipo de cefaleias. O tratamento desta, como da maioria das patologias, deve ser multi-disciplinar. Deve haver um aconselhamento do paciente em várias áreas terapêuticas e estudos de diagnóstico devem ser aprofundados se o paciente não estiver a responder ao tratamento Osteopático.
Matéria extraída do site: oglobo.globo.com também usada como base para a entrevista citada acima.
Osteopatia craniana trata enxaqueca com deslizamentos dos ossos
RIO - Por trás de uma simples dor de cabeça pode estar uma lesão ou desajuste nas articulações do crânio. Por isso, a osteopatia craniana atua nos ossos da cabeça da mesma forma que nas demais articulações do corpo: manipulação e deslocamento.
- Pode parecer espantoso, mas os ossos da nossa cabeça se movem. Durante a manipulação, os ossos deslizam uns sobre os outros. Claro que o movimento é muito sutil e deve seguir sua morfologia. Muitas vezes, o delsocamento não é percebido pelo paciente - conta a osteopata Yunã Magalhães.
A especialista explica que os ossos se movem por causa do ligamento em bisel (por suturas escamosas). Os ossos do crânio são encaixados e sobrepostos.
- Entre um osso e outro passa uma artéria e só há musculatura no osso temporal, o que fica na região lateral da cabeça, que circunda a orelha.
A médica anestesista Ana Paula Hipólito, de 40 anos, conta que procurou pela osteopatia para tratar uma dor na região lombar quando descobriu que também poderia tratar a enxaqueca.
- Quando a Yunã mexeu na minha cabeça para relaxar ela perguntou se eu sofria de enxaqueca. Cheguei a vir à clínica duas vezes na semana. Eu disse que tinha crises - contou a médica, que já teve alta pela dor nas costas e agora se trata a cada 15 dias.